6 de out. de 2015


Viver é ir esperando por milagres…
E milagre é tudo o que está além do possível.
Então, viver é esperar pelo impossível.
Se deixarmos de esperar pelo impossível, morremos?

Viena, setembro de 2015

29 de jul. de 2015

Um pedido

Vem, senta neste banco,
Pega seu cigarrinho de palha,
Olha bem para nós,
Conta-nos uma história.

Conta sobre o que é
E o que não é,
A sua verdade e a sua mentira.

Descansa seu olhar sobre nossos corpos
Velhos, brancos, flácidos e frios
E deixa-nos sonhar que somos,
Ainda que não queiramos,
Seres civilizados.

sem data

8 de jun. de 2015

Boat People (A Game of Mirrors)

Am I what they are not?
And what if I am,
Who cares?

Here I am one of them.
Above or under water,
They are none but me.
And I don’t know how to swim…

Why the water, why the sea?
Not enough of what I see:
Rape, shots and robbery.

When they came did I ask
“What is mine, dear Sir?
Tell me now:  what is yours?”
A piece of land, a precious stone, dark oil, hard wood –
Belonging to you, belonging to me?

Look, look!
They brought to us:
Mirrors, diseases and hand-me-downs.
Rifle in hand, foot of steel, here they are
And have always been.
A WILL like theirs is not my will.
What do I know?
And still…

Arms and legs and head and feet,
Here is the water,
My body just sinks.
Deep down, deep down, is there a THERE which is mine, which is yours?

I want to go where they came from
Vienna, June 8th 2015